quarta-feira, 23 de março de 2011

 Uma das fases que mais me marcou foi a infância. Recordo-me como se fosse hoje. Eu correndo no pátio da escola. Voltava toda suada para casa, a farda tinha um resto de achocolatado. Brigava com minha mãe para colocar mais doces na minha lancheira e implorava para levar algum brinquedo. Todos os dias fazia a tarefinha com um gosto. Assim que terminava saia correndo para brincar na rua ou em casa mesmo. Corria de bicicleta, levava umas quedas as vezes, mas logo levantava e montava na bicicleta segurando o choro. Dormia feito um anjo, deitava e puft apagava. Quando tinha pesadelos corria para os braços confiantes da mamãe, lá era garantido que nenhum bicho tentaria me pegar. Depois a mamãe me colocava para dormir novamente, eu me cobria com meu cobertor e pronto. A infância é minha recordação mais doce, meiga e livre de qualquer maldade. É a única fase em que sorrir de tudo e de todos não é idiotice e chorar não é fraqueza.

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